sexta-feira, 29 de julho de 2016

o X da questão

imagem freepik



Ter bom caráter não nos faz ganhar nenhum ponto na vida. Nossas características maravilhosas e qualidade louváveis não têm finalidade prática alguma quando se trata de atingir novos patamares de plenitude e de luz. Nossos atributos positivos já estão em um estado proativo. São nossos traços negativos que nos dão a oportunidade de sermos a causa de nossa próprias transformação.


_ Yehuda berg 
_ o poder da kabbalah 
_ 13 princípios para superar desafios e alcançar a plenitude

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Vai ou fica?

*imagem de freepik
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O seu nível de acreditar posiciona sua habilidade para a cura;


O seu nível de acreditar posiciona sua habilidade para a ascensão no planeta;


Literalmente, seu nível de acreditar, literalmente, determina o quanto você 

desperta para Deus, porque o acreditar é energia e isto, pode ser um 

bloqueio ou um acelerador.


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kryon. o poder de acreditar



sábado, 2 de maio de 2015

Parar de viver é de matar





Parar de viver é de matar

Pode ser uma casa, um trabalho, uma cidade, um amor. Fechar um ciclo e começar outro é sempre difícil. Mesmo que seja o que a gente mais quer na vida.

Há dois anos, eu fiz um bate-volta entre São Paulo e Rio para uma entrevista de trabalho. Só avisei minha mãe. Vai que eu morro e ninguém sabe onde estou. Achei que seria aquele lero-lero, entraremos em contato, obrigada por ter vindo. A gente te quer, escutei da minha nova futura chefe. Passei a noite sem dormir. Entrei no avião para voltar para São Paulo. Como assim, vou mudar de casa, de cidade, de trabalho, de amigos, de tudo? Fui vomitar no banheiro. Disse à comissária que poderia ser gravidez. Mentira, mas preferi que ela pensasse que era isso a achar que eu estava de pileque às sete da manhã.

Eu sei porque me menti. Eu sabia que teria que enfrentar olhares, interrogações e justificar que iria mudar minha vida de novo. Garota, você não sossega, já não está bom?

Não.

Acho que tudo começou quando minha mãe me colocou sozinha dentro de um ônibus para visitar meus avós, que moravam em Floripa. Eu tinha 12 ou 13 anos. Não parei mais. De viajar e de começar de novo. Morei em seis cidades, de três diferentes países.

Com 17 anos, arranjei um emprego numa videolocadora, deixando meu pai contrariado. E quando senti o gosto da liberdade que o dinheiro dá, emendei um trabalho no outro. Fui gerente da boutique de carnes de uma prima rica. Com 19 anos, vendia cestas de café da manhã com uma amiga. Ainda na faculdade, fretava ônibus, enchia de amigos e fazia excursões pra Oktoberfest. Pagava as despesas e ainda sobrava bastante.

Parece que foi ontem.

Fiz estágio, me formei, abri uma empresa, fechei, trabalhei no maior jornal do país. Eu tinha dinheiro para dar entrada num apartamento (nossa, como o dinheiro valia) ou para passar um tempo, um bom tempo, viajando sem economizar. Pedi demissão pra ganhar o mundo. É um equívoco, ouvi da minha chefe.

Vendi os móveis, fiz as malas. No dia que o carreto chegou, encontrei Dalva, minha fiel escudeira, chorando em cima da tábua de passar roupa, na área de serviço. Não chore, eu estou feliz, toda mudança é boa, disse para ela, tentando me convencer. Fui para a sala, fechei a porta e escorei na parede o corpo e o medo que bateu de repente. Claro que dá medo. Mente quem diz que não.

Seis meses de mochila na Europa, me apaixonei quando cheguei na Austrália –pelo país e por um local. Resolvi ficar. Paguei um curso que me dava dois anos de visto e me vi com sete dólares no banco. Dura, mas feliz da vida, fui trabalhar de garçonete. Menti que tinha experiência. Na primeira noite, derrubei uma bandeja cheia de taças em cima de um cliente. Tive sorte de não ter matado alguém. Fiz bico de guia de turismo, e cuidei de 35 adolescentes num programa de intercâmbio.

Larguei tudo, voltei para o Brasil. Em seis anos pedi demissão três vezes. Desde lá já namorei, fiquei, me amiguei, terminei, enjoei, levei e dei pé na bunda, levei e meti chifre.

Quem disse que você tem que ser a mesma pessoa a vida inteira quando pode ter muitas vidas numa vida só?

Parece que sobra coragem, desapego, espírito livre. Mas o que move as minhas e as mudanças de gente inquieta nem sempre são sentimentos tão nobres. A gente passa a vida tentando descobrir quem é e o que quer. Não sei o quanto disso é apenas uma insatisfação crônica. E volta e meia eu me pego fazendo as mesmas perguntas, arrumando as malas, procurando novos caminhos, ansiando pela dor da ruptura e pela magia do recomeço.
A gente olha para o passado e parecem caber duas vidas naqueles anos. Quando completar 100, vou descobrir que sou uma gata de tanto que já vivi. Se a vida é uma só, melhor então fazer o máximo dessa vez. Até que chegue o dia que tudo se acalme, tudo se ajeite e a gente se sinta feliz do jeito que está.

Quando chega esse dia, meu Deus? Quando vou cansar de aprender, de tentar, de descobrir, de me encantar e de mudar tudo que não está do jeito eu quero –ou imagino? Sossegue o facho, já está na hora. Mas que hora é essa? Tem ainda muito. Eu peço e vem. Eu digo que estou pronta e acontece. Não exatamente na hora que eu quero. Tem espera, tem impaciência, tem desilusão quando tudo demora ou chega diferente.

Eu invejo quem acorda, toma suco verde, trabalha, ganha bem, aplica na bolsa, tem saúde, come legumes e hortaliças no almoço, volta pra casa, assina Netflix, tira férias uma vez por ano, vai no sambinha, almoça com os pais no Natal, troca o carro a cada dois anos, já quitou a casa própria e um dia morre. Tudo assim programadinho.

Olho fascinada para esse mundo onde tudo tem hora, onde tudo se encaixa por mais desconfortável que seja. E cada vez que minha vida fica meio parecida com isso, durmo mal, tenho pesadelos e acordo assustada. Não tem sofrimento, mas não tem graça. Então, quero que alguma coisa aconteça, mude, vire do avesso.

Toda mudança é dolorosa. Todo recomeço castiga. É uma relação sadomasô. Dói, mas causa um prazer enorme. Então, sossegue. Mas eu não gosto quando o sono fica quieto e a vida parada, quando me pego tateando no escuro sem saber pra onde ir. Vida, me tire o sono, me dê mais um pouco, eu aguento o tranco. Só não dou conta de vida morna, sem graça e sem sacolejo. Recomeçar cansa, mas parar de viver é de matar. O que eu não conheço ou não experimentei há de ser ainda o melhor da vida.




por Mariliz Pereira Jorge

sexta-feira, 1 de maio de 2015

o convite



Não me interessa o que você faz pra viver. Quero saber o que você deseja ardentemente, e se você se atreve a sonhar em encontrar os desejos do seu coração.

Não me interessa quantos anos você tem. Quero saber se você se arriscaria parecer que é um tolo por amor, por seus sonhos, pela aventura de estar vivo. 

Não me interessa que planetas estão em quadratura com a sua lua. Quero saber se você tocou o centro de sua própria tristeza, se você se tornou mais aberto por causa das traições da vida, ou se tornou murcho e fechado por medo das futuras mágoas. Quero saber se você pode sentar-se com a dor, minha ou sua, sem se mexer para escondê-la, tentar diminuí-la ou tratá-la. Quero saber se você pode conviver com a alegria, minha ou sua, se você pode dançar loucamente e deixar que o êxtase tome conta de você dos pés à cabeça, sem a cautela de ser cuidadoso, de ser realista ou de lembrar das limitações de ser humano.

Não me interessa se a história que você está contando é verdadeira. Quero saber se você pode desapontar alguém para ser verdadeiro consigo mesmo; se você pode suportar acusações de traição e não trair sua própria alma. Quero saber se você pode ser leal, e portanto, confiável. Quero saber se você pode ver a beleza mesmo quando o que vê não é bonito, todos os dias, e se você pode buscar a fonte de sua vida em sua presença. Quero saber se você pode conviver com o fracasso, seu e meu, e ainda postar-se à beira de um lago e gritar à lua cheia prateada: “Sim!”.

Não me interessa saber onde mora e quanto dinheiro você tem. Quero saber se você pode levantar depois de uma noite de tristeza e desespero, cansado e machucado até os ossos e fazer o que tem que ser feito para as crianças.

Não me interessa quem você é, como chegou até aqui. Quero saber se você vai se postar no meio do fogo comigo e não vai se encolher.

Não me interessa onde ou o que ou com quem você estudou. Quero saber o que o segura por dentro quando tudo o mais fracassa. Quero saber se você pode ficar só consigo mesmo e se você verdadeiramente gosta da companhia que tem nos momentos vazios.
Por Oriah Mountain Dreamer

quinta-feira, 30 de abril de 2015